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Ema, Nhandu

Rhea americana

Reino

Animalia

Filo

Chordata

Classe

Aves

Ordem

Struthioniformes

Família

Rheidae

Alimentação

Onívoro

Status de conservação

Quase ameaçada

DISTRIB. GEOGRÁFICA

o nordeste brasileiro à Argentina

Localização no zoo

Sobre

A ema, Rhea americana, pertence ao grupo das aves ratitas, que são aves de grande porte, pernaltas e que não voam. São as maiores e mais pesadas aves brasileiras, podendo medir até 1,70m de altura e pesar até 34kg. As emas possuem três dedos enquanto os avestruzes africanos dois. Isso é uma adaptação para as aves que vivem constantemente no solo. Quando perseguidas, fogem em grande velocidade, podendo chegar até 60km/h.

Com penas de coloração acinzentada, os machos podem se distinguir das fêmeas pela mancha negra no pescoço, peito e dorso. A alimentação é composta principalmente por folhas, frutas, sementes e insetos. São aves catadoras que andam e pastam a procura de qualquer pequeno animal que esteja a seu alcance. Comem coquinhos e pedrinhas que auxiliam na trituração do alimento. São importantes dispersoras de plantas pois eliminam as sementes nas fezes.

Quando o período de reprodução se inicia, o macho dominante expulsa os rivais e se junta a um grupo de até 6 fêmeas. Toda a preparação do ninhoé feita pelo macho, que utiliza alguma depressão no solo e coloca folhagens para acomodar melhor os ovos. O macho faz a incubação e o número de ovos depende do número de fêmeas. Cada fêmea pode colocar em média 10 a 20 ovos, cujo o período de incubação varia de 38 a 42 dias. Logo após o nascimento, os ovos costumam exalar um odor forte que atrai algumas moscas. Estes insetos servem de alimento para os filhotes nos primeiros dias.

O macho que cuida dos filhotes, ensinando-os a comer e dando toda a proteção que necessitam. Com 6 meses de vida, os filhotes já estão fortes e quase do tamanho de uma fêmea. As emas são destaque no folclore brasileiro onde usam-se suas penas no bailado popular “bumba-meu-boi” e são encontradas em desenhos rupestres pré-históricos no Nordeste. Devido ao valor de suas penas, foi intensamente caçada, e hoje algumas subespécies estão em risco de extinção, agravado ainda pela ocupação irregular dos campos em que vive. Cientes deste fato, algumas escolas de samba já proíbem o uso de penas desta espécie para protegê-las dos caçadores. Dados da IUCN